E lá vai a criança
Com a coragem debaixo do pé
Umas tralhas nos cantos da vida
E cheio de engenhoca pra justificar o dia
A outra criança é menor, mas só de tamanho
Leva a alegria entre os dentes
E a força bem guardada
No emaranhado dos cabelos.
De perto vão descobrindo o colorido da noite
E o escuro do dia.
O molhado da poeira
E a secura da água.
O balanço do muro
E o parado do balanço.
E mais de perto ainda vão descobrindo que:
Do avesso as coisas mostram seu interior.
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