Viver é cotidiano.
Reside na poeira sobre a mesa
a delicada percepção das mudanças.
Só com o olhar atento percebemos o amontoar de partículas
e o movimento da sua dança.
Tudo que fazemos, enquanto seres vivos, é rotineiro
o resto é trama pensada para nos tornar prisioneiro/a.
Invocamos na memória aquele pequeno segundo
escondido na lembrança
e nos dedicamos a pensar no infrequente, no invulgar, no inusitado,
prova maior do nosso engano,
pois o que realmente nos falta é
viver o cotidiano.
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