terça-feira, 18 de outubro de 2016

Vagalumes


Observo com certo espanto
que os pontilhados na escuridão da noite,
hoje se revoltaram com a gravidade e
resolveram criar constelações passageiras
feito imagens de nuvem, 
que não se submetem à órbita.

A noite, tonara mais próxima
 e o infinito,
local onde brilhavam as estrelas, 
agora materializa diante de meus olhos.

O que para mim foi espaço sideral, por um momento
tenho ao alcance das mãos, 
numa noite quente
onde a céu veio para junto da Terra
 num enxame de
estrelas aladas.

domingo, 12 de junho de 2016

Molhado por Manhuaçu.

Eu, distante banho-me
em tua chuva azul e branca
e de companheira faço a ânsia franca
que meu idear um dia seja lembrança.
Teu sereno chega à mim
como um raio de luzeiro,
aponta, marca... me faz Ribeiro
por um refulgente instante de devaneio.
Na água corrente de tua enxurrada
brinco como criança inocente,
crio elos faço amigos, sem nunca estar presente
num esforço contínuo de acalentar essa alma carente.

Victor Manoel.

terça-feira, 31 de maio de 2016

Sombra de árvore.

Quando as folhas do oiti
movem sem o vento
e a sinfonia verde brota de seus galhos,
é sinal que o sol se transformou em nuvens vermelhas
que se transformam no horizonte
para brilharem como estrelas.


Victor Manoel.