Estalidos de pratos quebram o silêncio.
Imóvel, o corpo faz sua parte com o mundo.
O peso e forma são constante, somente o enlevo feérico parece delgado.
Algumas perguntas são respondidas com a própria pergunta,
não têm intenção de saber, apenas mostrar a fala.
A ausência não está na cadeira, ela se mostra na busca desequilibrada dos olhos.
Lembranças ora lembradas,
agora fazem parte do presente pelo constate esforço da repetição.
Os panos dobrados, os belos bordados, o exímio cuidado
sustentam a alma de um corpo cansado.