O ser que me pertence
está contido na ocupação espacial exata
dos meus braços ao
tentar abraçar o mundo
estendido, aberto em movimentos de liberdade
de uma mão a outra. Todo esse único ser
é meu e sou eu.
Mortal morada chamada corpo,
rutilância vibrante das miúdas faíscas
da personalidade obscurecida,
escancara,
mesmo escondida em
roupas,
sua nudez.
Do que adianta tapar o corpo
E mostrar os olhos?
Podendo tapar os olhos
mostrarás os cabelos
podendo domá-los
não conseguirás jamais adestrar os músculos
para não expressarem o que tem no cerne.
Os movimentos não são só para deslocamento ou conquista.
Victor Manoel.
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