quarta-feira, 24 de outubro de 2018

Aqui é assim, mato e morro.

O vento assanha
a folha, é mato.
O sol espalha
a sombra, é morro.

A fruta encerra sua
doce sina, é mato.
A água brota na
mina, é morro.

A raiz se agarra na
terra dura, é mato.
O galho dança
eufórico, é morro.

O grito encarna o
silêncio, é mato.
O infinito aparece em
desenho, é morro.

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