Povo Terena
Na luta terrena,
Choram
O rio atingido pela fonte de renda
Que nada mais pode além de desferi sua súplica serena
Em forma de chuva molha e dá pena,
Sem rancor, nada condena.
A alma da mata
Carregada pelo índio, intimamente inata,
Arraigada na pele no osso, sem farsa,
De muito dói ao ver a vida vendida numa lata:
Arrancada, manipulada e apreçada, sempre barata.
Justificação pelo capital
Muito raramente não dissemina o mal,
Acinzenta as folhas, amiúda morros e corta o pau
Leva o povo preso num invisível curral.
Inúmeras nações nativas
Com suas terras antes vivas,
Agora molhada por gananciosa saliva.
Mataram Sepé e Ajuricaba
Mas o espírito, o espírito não se acaba.
Homens com galhos, troncos e raiz ..
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Victor Manoel.
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